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Geração de Ideias premiada com carro

março 2016

Os autores das dez ideias aprovadas em 2015, no âmbito da Plataforma Colombo, apresentaram e defenderam os seus projetos. No final, após a votação de todos os participantes no Open Day Colombo, a Comissão Executiva da CUF atribuiu o primeiro prémio à ideia mais inovadora: medição de água nos tanques de anilina e nitrobenzeno. O evento aconteceu em Estarreja, no dia 16 de Março.

 

        

João Cardoso não podia estar mais satisfeito, quando recebeu as chaves do seu novo carro das mãos de João de Mello, presidente do Conselho de Administração da CUF. O gesto foi um reconhecimento da organização por ter vencido a edição de 2015 da Plataforma Colombo – um projeto de geração de ideias.

 

A sua proposta surpreendeu todos. Porque revelou uma enorme tenacidade e imaginação e porque resolveu uma situação que continha riscos potenciais. É que, para conseguir medir os níveis de água acumulada nos tanques de anilina e nitrobenzeno, era necessário os operadores subirem uma escada vertical de grande altura, até ao topo dos tanques, que eram então abertos. A solução trabalhada e proposta por João Cardoso erradica esses riscos, graças à montagem de um sistema que possibilita a deteção das fases aquosa e orgânica através da introdução de uma sonda de condutividade de forma semiautomática.

 

 “Confesso que não estava à espera. Vim sem nenhuma expectativa”, afiança João Cardoso, para logo acrescentar com um sorriso: “O meu maior prazer foi ultrapassar um desafio e resolver um problema que todos sentíamos na fábrica. Mas ter ganho o Prémio Colombo é um ótimo reconhecimento”. 

 

timing, aliás, não podia ser melhor. João Cardoso cumpre 46 anos de casa. Começou a trabalhar, nestas mesmas instalações, em 1970 – na então Amoníaco Português. Mais tarde, a empresa recebeu o nome de Quimigal e, finalmente, CUF – Químicos Industriais. “Foi um orgulho acompanhar a história desta empresa química.”, garante. E a prova aí está: após quase cinco décadas de intenso trabalho, João Cardoso ainda tem a energia, a imaginação e a perseverança de contribuir com ideias altamente inovadoras.

 

Mas não foi o único. Em segundo lugar, nesta edição do Colombo de 2015, ficaram Carlos Pires e José Bento com uma proposta para prolongar a durabilidades dos empanques da bomba P60B1F. A sugestão é simples e engenhosa: basta mergulhar a tubagem na bacia de contenção e garantir a ausência de ar no sistema para prolongar a existência útil dos empanques, em vez de ter de substitui-los a cada dois meses.

 

Empatados, no terceiro lugar, ficaram as ideias de Carlos Oliveira e José Bento e de Inês Ribeiro e Olga Nunes. No primeiro caso, a proposta pretende evitar uma a duas paragens por ano no reator, com as perdas de produção daí resultantes. Para tal, Carlos Oliveira e José Bento tiveram a ideia de isolar o pote de selagem do empanque K509, permitindo minimizar a indisponibilidade do reator no caso de intervenção. Por seu turno, Inês Ribeiro e Olga Nunes propuseram pintar os muros que rodeiam as fábricas da CUF e abrir à Comunidade Local a iniciativa de sugerirem os desenhos que os irão decorar.

 

Estas quatro ideias vencedoras, bem como as restantes seis ideias aprovadas em 2015, foram apresentadas no Open Day Colombo. Na abertura do evento, Sebastião Moutinho, o coordenador da Plataforma Colombo, sublinhou os indicadores de sucesso: “41 ideias angariadas no último ano, das quais dez foram aprovadas e sete estão ainda em análise e transitarão para a edição de 2016. Mas estes números inserem-se numa estatística bem mais abrangente. Desde 2006, data do início do Colombo, foram angariadas 372 ideias, tendo sido aprovadas 108 e implementadas 80. Os benefícios tangíveis destas ideias resultam num retorno avaliado em 3,5 milhões de euros”.

 

Além dos três representantes do Instituto Pedro Nunes, que promoveram a formação em pitch dos autores das ideias, o convidado especial deste Open Day Colombo foi Paulo Bessa. Na sua intervenção, o diretor da Amorim Ventures abordou os desafios que se colocam à cortiça e à sua transformação industrial. O que passa, obrigatoriamente, pela aposta na Inovação: “Queremos recuperar a quota da cortiça no mercado das rolhas, ganhar negócios no design e nos interiores e, finalmente, desenvolver novas aplicações para a cortiça”, afirmou em síntese.

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